22/02/2013

Muito disso e falta de tudo.


Eu percebi que isso fazia parte de mim em um dia de primavera, temperatura agradável, e uma brisa que acariciava meus cabelos. Foi olhando por entre a janelas sujas da sala de aula que eu percebi, que estava mais só do que aquela folha de pessegueiro que flutuou para uma distancia muito maior do que todas as outras. Sim, talvez eu seja dramática  e esteja fazendo disso um dramalhão mexicano.  Mas, isso é parte de mim. não só a solidão, meu talento para o drama.

Eu preciso de companhia.
 Pensei em comprar um cachorro, mas eu poderia sucumbir a loucura ouvindo os latidos. Pensei em comprar um papagaio, mas quero algo (ou alguém) que repita menos, e demonstre interesse nas minhas peculiaridades. Eu quero uma conversa franca sobre as minhas manias, e alguém que se preocupe o suficiente para me dar broncas por ser sincera demais, e ache que isso um dia possa vir a me prejudicar. Eu quero alguém, eu quero muito. Só não quero mais o silencio.

Até certo tempo atrás os livros me supriam a necessidade de contato humano, mas agora, esses mesmos livros me fazem questionar a minha manina de querer estar sozinha. Talvez seja medo. Medo que alguém apague minha última centelha de confiança, e me deixe perdida entre minhas neuras e inseguranças. Nós seres humanos somos tão imperfeitos. Mas, gosto disso. Gosto de observar a fraqueza alheia, e o modo como causamos sofrimento a nós mesmos.  

Milhares de promessas, todas jogadas ao vento. É isso que somos. Mentiras e decepção. Brinquedos que já vieram com defeitos acoplados. Mas quem sou eu para falar dos outros? Sou tão imperfeita, defeituosa e fraca quanto qualquer um, porém sou única, como já disse: tenho minhas peculiaridades. E são elas que me fazem ''isso'' e, eu perguntei, aos outros, ao vento, e ao meu reflexo no espelho, o que é ''isso?''

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